Elena Hernández Castellanos é mexicana, está no terceiro ano do curso de Negócios Internacionais no idioma inglês na Universidade Politécnica de São Petersburgo e atualmente ela está na Finlândia cursando um intercâmbio na Universidade Tecnológica de Peralta, para a sua dupla graduação na universidade. Hoje ela nos conta sobre a sua experiência na Rússia e a sua convivência com estudantes do mundo todo.
Como você conheceu a ALAR?
Através de uma amiga da minha avó que está na Rússia.
Porque você escolheu estudar na Rússia?
Porque se tornou uma opção muito interessante, sendo completamente diferente do que eu conheço no México.
Como foi o seu processo de adaptação na Rússia?
Não posso te dizer que foi muito fácil, mas também não foi complicado, acredito que a maior dificuldade é de se adaptar com o clima, a comida também é muito diferente da nossa, a cultura russa é diferente, por exemplo acenar ou assobiar não é muito agradável, às vezes me perguntam, porque você sorri muito? As pessoas não são tão abertas comparado aos latinos, quando você conhece alguém, eles levam um tempo para te conhecer e depois são seus amigos.
Como foi o tratamento dos russos quando você chegou à universidade?
Primeiro eles precisam se acostumar contigo e conhecê-lo para serem amigos, por exemplo, quando eu cheguei, eles falavam comigo somente dentro da sala de aula, mas fora da sala de aula não conversavam comigo, pois eu era desconhecida, depois quando comecei a conhecer todos melhor, começaram a falar comigo também fora da sala de aula.
Você acha caro os serviços de telefonia da Rússia?
Não, são muito baratos, um plano para ter internet no celular custa cerca de quinhentos rublos, que são equivalentes a oito dólares ao mês.
O que você mais você gosta na Universidade Politécnica de São Petersburgo?
Eu gosto muito dos edifícios da universidade, porque é uma universidade muito antiga e possui edifícios que foram construídos antes da União Soviética.
Conte-nos um pouco sobre o intercâmbio com a Universidade de Tecnologia de Peralta na Finlândia
Meu programa tem uma opção de duplo diploma, então temos um diploma duplo com a Finlândia e também temos convênios com outras universidades, para intercâmbios em países como Coréia do Sul, Itália, Espanha, Portugal, França, China, Sérvia, Holanda e outros lugares, porém como eu queria ter o diploma duplo escolhi a Finlândia.
O trâmite é fácil, pois aqui temos um escritório para intercâmbio acadêmico e são eles que cuidam de todos os papéis, eles te informam o que você precisa levar ou preencher, você preenche com eles e eles mandam as suas informações para a universidade de intercâmbio e depois você já recebe a sua carta de convite, o que você faz sozinho por exemplo são os procedimentos da autorização de residência ou o visto de estudante, porém tudo que tenha a ver com a inscrição do intercâmbio a universidade faz para você.
Mostre-nos um pouco da Universidade na Finlândia
A universidade é a Universidade Tecnológica de Peralta, esta é a área para sentar-se enquanto você espera as aulas, lá embaixo existem escritórios que você não pode ver, lá em cima há algumas salas de aula e há mais salas de aula lá, a universidade é distribuído em edifícios e agora abre o edifício principal.
Como os russos se divertem?
Depende da personalidade, há quem goste de beber vodka e também sair para as festas.
Que locais turísticos você visitou enquanto estava na Rússia?
Eu estive em Moscou, Nizhni Nóvgorod, Pavlovo, um lugar próximo, mas não me lembro do nome, mas tinha uma igreja de madeira grande, no momento não tive tempo de visitar outros lugares.
É fácil viajar para outros países estando na Rússia?
Sim é muito fácil, Talín que é a capital da Estônia fica a 8 horas de ônibus e Helsinki que fica na Finlândia fica a 6 ou 7 horas de ônibus, os ônibus são muito baratos e também os trens, realmente não há o que te impeça de viajar para outros países
Qual é o feriado que você mais gosta na Rússia?
O dia da vitória, comemorado em maio, é o dia que a Rússia ganhou a segunda guerra mundial, é celebrado com fogos de artifício e todos se vestem de laranja e preto como símbolo do batalhão, todo mundo faz um desfile de manhã, as pessoas saem com cartazes, cartazes com fotos e o nome dos familiares que participaram da guerra e do desfile militar, é muito bonito.
Como é a sua comunicação com a sua família e os seus amigos?
Inicialmente, foi um pouco complicado pela questão dos horários, por exemplo era meia noite aqui e lá no México eram três horas da tarde, eles me ligavam e eu já estava dormindo, as vezes eu ligava e eles não estavam acordados, me dava pena de marcar de falar com a minha mãe, aqui eram duas da tarde e lá eram cinco horas da manhã, obviamente eles não iriam me atender, depois fui me planejando melhor e agora é mais fácil a comunicação entre nós.
Você tem alguma história sobre a sua estadia na Rússia?
No meu primeiro inverno, minha mão congelou, fui ao supermercado e tirei as minhas luvas quando estava chegando em casa, faltavam dez passos para chegar na minha casa, quando cheguei e entrei em meu quarto e tirei a sacola do supermercado, eu não conseguia mexer a minha mão, naquela época eu morava com uma colega colombiana que também não sabia o que fazer, então tivemos que pedir ajuda para os colegas que moravam ao quarto ao lado, de imediato eles colocaram um pouco de água morna e deixaram a minha mão embaixo de uma torneira, e aos poucos senti que já conseguia mexer a mão, outra vez aconteceu com o cachecol, normalmente você coloca ele no nariz e eu estava andando na rua com alguns amigos e alguém contou uma piada engraçada, eu comecei a rir e entrou ar frio pela minha boca e eu quase morri ali.
No vídeo a seguir você pode ver a entrevista completa com a Elena Hernández Castellanos.
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